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Relato de Valdenzia

A notícia do falecimento de minha mãe veio através de um telegrama, ás 16:00 hs, do dia 11/09/82.

Corri, mas quando cheguei á Salvador, ela já havia sido sepultada. Foi terrível... Fiquei com o sentimento que  se eu estivesse lá no momento, ela não teria morrido.

Durante uns 15 dias não consegui chorar, só me culpava por não ter conseguido estar perto dela, por não tê-la abraçado no seu último instante de vida.

Eu só queria entender e aceitar o que aconteceu e como aconteceu. Comprei alguns livros, um especialmente (Os ciclos da Reencarnação de Mona Rolfe)

Quando li, comecei á entender alguma coisa sobre os mistérios da vida e da morte. Mas, ainda não estava satisfeita, após ser medicada com um leve calmante, eu consegui chorar e soluçando falei várias vezes:

-Eu só queria poder abraçar minha mãe...!

Um dia, cheguei do trabalho me sentindo muito sonolenta, eu que sempre ia dormir muito tarde, nesse dia me deitei antes das 21:00 hs.

Logo senti que alguém estava do meu lado me guiando, voando junto comigo, eu só ouvia e sentia a presença, não via o rosto, mas eu sabia que estava indo visitar minha mãe.

Olhei para baixo e vi como se fosse uma floresta coberta por uma névoa azulada, eu estava tão no alto, que perguntei:

Como eu iria voltar? E ele me respondeu: -Que eu voltaria através do meu cordão, olhei na minha cintura e vi mesmo o cordão, não brilhava era branco.

Daí á pouco, estávamos andando firme e ele disse:

-Sua mãe está ali.. Eu queria saber que lugar era aquele, e ele respondeu:

-É um hospital – Olhei para frente e vi minha mãe sentada num banco, como se fosse uma pracinha, área externa de um condomínio, por ali havia outros grupos de pessoas, todas igualmente vestidas, com uma espécie de camisolão de hospital mesmo,  na cor azul escuro desbotado.

Fui até lá, nos abraçamos, choramos juntas, e ela me disse que estava internada para se tratar, que eu não me preocupasse, que estava sendo bem tratada e iria ficar boa, ainda quis saber como estava meu pai.

Acho que ficamos juntas 30 minutos.

Interessante que toda conversa que tive com o guia e com minha mãe, não abrimos a boca.

Depois desse tempo, chegou uma mulher, que imaginei ser a enfermeira e disse que estava na hora de minha mãe se recolher.

Eu acordei suavemente, lamentando ter voltado. Mas á partir daí comecei á me conformar.

Valdenízia Santos Carneiro

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